Postagens

Mostrando postagens com o rótulo pós-modernidade

A DOENÇA DA INTERPRETAÇÃO: A URGÊNCIA DE UM COPO-SEM-ÓRGÃOS

Imagem
Por José Barbosa Acredito que o filme Mãe de Darren Aronofsky tenha sido a última grande experiência da doença interpretativa relacionada às produções artísticas. O fenômeno é extremamente simplista. Tão simplista quanto a natureza dos argumentos e fundamentações de seus executores. É irresistível para eles injetar um sentido nas obras de arte e, pior do que isso, injetar um sentido sempre tendencioso e carregado de manobras que visam a autoafirmação e a promoção de seus próprios modelos de vida. A raiz disso está claramente na distorção de princípios básicos que passaram a fundamentar a pós-modernidade e ainda mais a trans-modernidade. A Obra Aberta (1962), de Umberto Eco , fez ecoar no cenário da crítica artística, da semiótica e da teoria da literatura, a possibilidade de que os esquemas de construção semiótica na dimensão da arte eram abertos o suficiente para exigirem de seus receptores a atividade de sua conclusão e de seu devido encerramento. Eco precisou corrigir em ...